sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Parque de diversões do Japão simula terremotos para ensinar sobre abalos

Treinamento ajuda a evitar tragédias no país que é atingido por 1 em cada 5 terremotos de grande intensidade. Aventura começa no 10º andar de prédio.



No Japão, o treinamento dos moradores ajuda a evitar muitas tragédias. Um em cada cinco terremotos de grande intensidade atinge o país. E o correspondente Márcio Gomes foi ver de perto como os japoneses se preparam para enfrentar os desastres naturais.
É mais um passeio escolar e meninos e meninas de 12 anos acham tudo divertido. Mas o que estão prestes a ver será aprendizado para a vida.
Afinal, moram em Tóquio, cidade que – pelas projeções dos cientistas – poderá ser atingida por um grande tremor nos próximos 30 anos.

Hoje vão saber o que deverão enfrentar. Com ajuda da tecnologia.
Todas as pessoas que visitam essa instalação, e os alunos não seriam diferentes, recebem um joguinho eletrônico, que explica a situação que será vivida no local.
A equipe do Bom Dia Brasil e o grupo de visitantes estarão no 10º andar de um prédio quando o terremoto vai começar.
Embarcam em um elevador. E no meio de toda bagunça: pronto, o chão está tremendo. A luz apagou, acendeu uma luz de serviço.
Uma gravação dá as primeiras orientações.
O elevador desce com ajuda de geradores e todos saem juntos, sem correria para encontrar um cenário de fim do mundo.
Nesta etapa, o visitante chega a uma outra parte do treinamento – que é sair do prédio e ver como está a cidade depois de um grande terremoto.
Destroços, casas ameaçando desabar, fiação em curto. O visitante testemunha os efeitos de um terremoto de 7,3 graus de magnitude numa área densamente habitada.
Aí começa outra função do joguinho: testar o que se sabe para o momento de emergência.
Agora as crianças começaram a responder às perguntas que aparecem na tela. A primeira delas foi: em que lugar, na rua, que está tendo um princípio de incêndio? É lá no restaurante, lá na frente. E o ideal, portanto, é se afastar.
Um terremoto com essa força corta luz, gás, água. A sobrevivência pode estar onde menos se espera.
A lata de refrigerante serve de lanterna e fogareiro.
E o origami, a arte da dobradura de papel, ajuda com os utensílios. Ser capaz de fazer um copinho de papel, simples, pode salvar uma vida.
O bom e velho radinho de pilha permite ouvir as mensagens de orientação. Ter um apito em casa para chamar o resgate também é fundamental.
A menina ficou impressionada com o cenário de destruição. E diz que acertou todas as perguntas.
O garoto já sabe o que fazer quando voltar para casa: "Não sei se temos o kit de emergência. Vou procurar".
Fonte: G1

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