segunda-feira, 2 de maio de 2016

UnB registra tremor de terra na Região Metropolitana de Belo Horizonte

Segundo universidade, abalo de 3.7 na Escala Richter foi em Esmeraldas.
Professor disse que reflexo do tremor pode ser sentido em raio de 100 km.


O Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB) informou que um tremor de terra atingiu, na manhã desta segunda-feira (2), parte da Região Metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com o professor George Sand, o abalo, de 3.7 na Escala Richter, teve o epicentro na cidade de Esmeraldas e pode ser sentido em um raio de 100 quilômetros.
No início da manhã desta segunda, o Observatório Sismológico da UnB havia informado que a intensidade do tremor era de 4.2 na Escala Richter. Por volta das 10h, o magnitude foi corrigida para 3.7.

Ainda de acordo com Sand, o tremor de 3.7 é considerado moderado para o Brasil. Ele informou que o abalo, registrado às 6h21, não compromete a estrutura das casas. Conforme o professor, esse é o maior abalo já registrado no local.
Segundo George Sand, o primeiro tremor na região, de 2.8 na Escala Richter, foi em 1992. Desde então, conforme o professor, foram cerca de 50 abalos, todos de baixa intensidade. Ele falou que entre as cidades que sentiram os reflexos do tremor estão Contagem, Betim, Mateus Leme, Igarapé, Pará de Minas, Ribeirão das Neves, Belo Horizonte e Florestal.
O Observatório Sismológico da UnB disse que novos abalos podem acontecer nos próximos dias na Região Metropolitana da capital. Conforme a universidade, os novos tremores devem ser bem menos intensos que o desta segunda.
O Corpo de Bombeiros informou que, até as 8h10, não havia sido chamado. O coordenador técnico da Defesa Civil de Betim, Gilberto Vieira Andrade, disse que moradores de vários bairros da cidade ligaram para o órgão e relataram ter sentido o tremor. Segundo Andrade, ninguém, porém, se queixou de danos.

Sete Lagoas
No último dia 24 de março, um tremor de terra foi registrado em Sete Lagoas, na Região Central de Minas Gerais. Não houve registro de danos na ocasião, segundo o Corpo de Bombeiros.
O professor George Sand, do observatório, explicou que a intensidade do tremor era fraca e que os moradores da região devem ter sentido o solo balançar por cerca de 15 segundos.

Fonte: G1

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